Super Fantástico - Balão Mágico

Sunday, September 7, 2008



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Sombra

Tuesday, September 2, 2008

A eternidade é o que tenho contigo. Estás em todos os momentos da minha vida. É uma estranha ligação esta a nossa. Não compreendo totalmente a interacção que temos. No entanto, nos momentos difíceis, nos momentos alegres, na tristeza, na felicidade, no meu primeiro filho, nas minhas conquistas, estás sempre ao pé de mim. Acompanhas-me em todas as aventuras da minha vida.
Procuro-te incessantemente, e no entanto, apenas surges quando queres. Escondes-te de mim, como receando o que possa encontrar. Talvez com receio da minha curiosidade. Acredito que seja para te protegeres, do quê, ainda não sei!
Situações há, que te vislumbro por detrás de mim, provavelmente, garantindo que nada me possa atingir. Outras situações há, em que me acompanhas, e ao meu lado moves-te. Suspeito que seja vontade tua de partilhares uma história. Por fim, situações há, em que a minha frente estás, mostrando-me por onde devo circular, apresentando os trilhos, os becos, mas sempre dando liberdade para escolher o meu destino.
Ao espelho olho e de ti nada. Frustrado fico quando não te vislumbro. A verdade é que te conheço, reconheço-te. E por mais que me convença disso, imperfeitamente é como te conheço. Numa luz ténue é como te reconheço. Pressinto-te e ao meu redor procuro, mas nada. De passagem é como a ligação. Não creio que seja uma jaula de interesses ou de afectos. Mas sim uma união inequívoca.
Manifesto, perante o mundo, que nutro por ti o maior carinho, compaixão, frustração, mas sem descurar o facto de que nunca terei contigo mais do que o que tu pretendes. Aguardo impacientemente o próximo instante que contigo possa desfrutar.
Até lá, persisto aqui expectante e curioso.

by Nuno Lourenço

Arbusto

Sunday, August 31, 2008

Poucos eram os que ficavam para observar. O aspecto rude, os contornos espinhosos, o formato não harmonioso como o restante, eram algum dos aspectos mais visivelmente salientados pelos demais, para o facto de não reparem.
O arbusto era dono e senhor de si mesmo, contente por si e pelos outros. Não queria saber da sua aparência, não queria saber da sua rugosidade.
Admirava todo o seu ambiente e feliz sentia-se com o que presenciava. Recebia o calor do sol e não se importava por não ser o elemento mais bonito, muito menos por não ser o alvo das atenções. Crescia livre e espontâneo sem se incomodar com os comentários, de quem passava, como também dos que o rodeavam.
Havia quem o invejava. A segurança transparecida é luz para os olhos de companheiros. Não interessava se verde era ou castanho, a verdade é que o arbusto comunicava com todos os que o rodeavam e, ocasionalmente, com os que por lá deslizavam.
Acontecia por vezes criar bons laços com os transeuntes. A comunicação era o que o arbusto mais prezava. Não interessava se era animal ou vegetal, o que interessava era a experiência. Viandantes de terras longínquas, tipicamente, quedavam perto do arbusto. Admiravam e conversavam entre si, deslumbrados com o fenómeno. Levando o conhecimento de volta para as suas terras.
Haviam homens e mulheres que por lá pairavam. Não admiravam nada, nem vislumbravam nada. A preocupação não era essa. A preocupação não era nenhuma. O arbusto não se incomodava com tal. Para isso, tinha crescido os espinhos. Protegiam-no e fortificavam-no. O arbusto não se sentia só, não se sentia acompanhado, sentia-se aprazido com o vento a assobiar boas novas e com o céu a trazer-lhe novidades ao ouvido. Tudo isto eram certezas que o arbusto tinha.
Um dia uma criança, fascinada que estava com o que via, pergunta aos pais - O que é isto? O que é aquilo no meio do arbusto?
Bem filho, isso não é um arbusto. Chama-se uma roseira. O que estás a ver são rosas. São bonitas filho. - responde a mãe.
A maravilha de quem não tem a mente moldada nem sabe o que vê, questionando tudo e todos, assim é a inocência de uma criança.

by Nuno Lourenço

Os produtos que vinham do Oriente

Sunday, August 10, 2008

Plantas

Pimenta

Uma planta espontânea que existia na costa do Malabar, em Malaca e noutras zonas do Índico. Destinava-se a temperar e conservar os alimentos e era utilizada na preparação de medicamentos.

Cravinho

Flor de uma árvore semelhante ao loureiro que crescia espontaneamente nas ilhas Molucas.

Noz-Moscada

Cultivava-se nas ilhas de Banda, na Malásia. Utilizava-se como tempero e para preparar medicamentos.

Canela

Casca de planta espontânea nas ilhas de Ceilão e Java e na costa do Malabar. Utilizava-se como tempero e produto de farmácia.

Produtos extraídos de animais

Algália

Era um produto extraído de um animal semelhante ao gato que vivia em toda a Índia. Servia para preparar medicamentos e perfumes.

Almíscar

Era um produto extraído da pele de uns animais semelhante ao cabrito que habitavam o Tibete e a China. Servia para perfumes e farmácia.

Outros produtos


Do Oriente vinham também pérolas minúsculas a que se dá o nome de aljôfar. Eram «pescadas» no mar Vermelho, no golfo Pérsico e na costa da Pescaria, que fica no sul da Índia. Vinham ainda pérolas grandes, pedras preciosas, sedas e porcelanas da China.

Love Burns

Sunday, July 27, 2008

Never thought I'd see her go away
She learned I loved her today
Never thought I'd see her cry
And I learned how to love her today
Never thought I'd rather die
Than try to keep her by my side

Now she's gone love burns inside me
Now she's gone love burns inside me
Now she's gone love burns inside me

Nothing else can hurt us now
No loss, our love's been hung on a cross
Nothing seems to make a sound
And now it's all so clear somehow
Nothing really matters now
We're gone and on our way

Now she's gone love burns inside me
Now she's gone love burns inside me
Now she's gone love burns inside me

She cuts my skin and bruise my lips
She's everything to me
She tears my clothes and burns my eyes
She's all I want to see
She brings the cold and scars my soul
She's heaven sent to me

Now she's gone love burns inside me
Now she's gone love burns inside me
Now she's gone love burns inside me

Never thought I'd leave you like the way I do, yeah
Kiss my love and I wish you're gone
You can kiss my love and I wish you're gone
Never thought I'd leave you like the way that I do
Kiss my love and I wish you're gone
You can kiss my love and I wish you're gone
Now she's gone love burns inside me
Now she's gone love burns inside me
Now she's gone love burns inside me

by B.R.M.C.

Costumes

Thursday, July 24, 2008

Imaginações e devaneios a parte o certo é que mais uma vez constato danos colaterais. Não deixa de ser curioso o facto de antes convencer-me que os actos pouco afecto tinham na minha pessoa, e no entanto, as consequências existem sempre. Curioso também são as pessoas. É simplesmente fenomenal como elas interagem com as diversas situações e quão diferentes é AINDA possível encontrar.
Num instante estamos em alta, como logo no segundo seguinte, já não estamos sequer em sintonia. Discussões à parte existe sempre mais do que um único ponto de vista. Isto é tão claro como o dia. Trivialmente se chega à brilhante conclusão de que são apenas duas mentes que naturalmente divergem. Ponto final. Sem grandes alaridos se verifica que são diferentes maneiras de pensar, como de "olhar", como de constatar... e por aí a fora.
Se um lado espera o outro desespera. Se um lado quer o outro rejeita. Se um lado diz gosto o outro detesto. Se um lado raciocina o outro aventura-se. Se um lado ama o outro odeia. Agora o que não é possível é dizer, sentir, fazer, querer, e a seguir ppuuufffff. EPA. Isso é que não. Foi mas deixou de ser percebo. Era mas agora já não é. Não entendo. Juro que não.
Não acredito no existe seguido do nada. Isso é palhaçada. Hipocrisia. Estupidez. Fraco.
...
Há muito neste mundo que trivialmente não entendo.
Como dizia o outro: "É para isso que cá andamos"

O sentimento das palavras

Tuesday, July 8, 2008

Discutir assuntos diversos, falar com quem quer que seja, independentemente do género, idade ou estatuto social. Apraz-me o sentimento que as palavras transmitem, que transportam.
Assuntos há que são mais difíceis de expor, exprimir, que outros. Por variadas razões, seja por não saber o que dizer, seja por não saber como dizer, seja pelas ideias não formarem uma linha de raciocínio.
Certo é que, por diversas razões, a expressão verbal dos sentimentos nem sempre é directa, menos ainda é clara. Certo é, também, que pela natureza da questão (sentimentos) tudo é suposto acontecer, tudo vale, nada vale, nada é suposto acontecer. São sentimentos. E como a palavra diz, são impressões, conhecimentos, experiências, sensações.

Fico-me por aqui... Estou sem saber o que escrever...

Imaginem, são capazes! Imagine, you're capable

Wednesday, June 11, 2008



YES IT'S TRUE.

Prazer da incoerência consistentemente repetitiva

Thursday, May 8, 2008

Ouve-se dizer que com a velhice chega a sabedoria. Que a experiência vem com o fazer.
Nada pode ser mais verdade.
É bonito constatar que há mais do que um lado para as coisas.
Só posso rir quando dizem "alhos" (tapar o sol com a peneira), quando é mais do que sabido que se está a dizer "bogalhos".
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Uma pasta de soda cáustica e de água pode furar uma panela de alumínio. Uma solução de soda cáustica e água dissolve uma colher de pau.
Cheira a vinagre e o fogo na tua mão no final da longa estrada apaga-se. Sentes o cheiro da soda cáustica a queimar a forma ramificada dos teus seios nasais, e o cheiro vomitivo a mijo e a vinagre de um hospital...
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No final tudo acaba em bem.
Pelo menos acaba. UFA...


As representações da Terra

Sunday, April 27, 2008

As representações da Terra que se faziam na Idade Média eram geralmente esquemas elaborados de acordo com o que vinha na Bíblia e tinham muita aceitação junto da classe culta - o clero. Havia dois tipos de esquemas: o planisfério de zonas e o planisfério TO.

O planisfério de zonas

O planisfério de zonas aparece pela primeira vez num manuscrito de Marciano Capella, no século XII. Era um círculo dividido em cinco zonas: duas frígidas, duas temperadas e uma tórrida. Outros esquemas do mesmo género apresentavam 7 subdivisões na zona temperada do Norte de de acordo com os tipos de clima, que se distinguiam pela duração do maior dia do ano.



Os planisférios TO
Nestes planisférios o oceano rodeava os continentes como um grande círculo, um O. E, julgando-se que só existiam três continentes - a Europa, a Ásia e a África -, estes apareciam separados por três braços de água que formavam um T. Era costume colocar Jerusalém no centro, por ser a cidade santa dos cristãos. Alguns incluíam também um paraíso terrestre que às vezes surgia no Leste da Europa e outras vezes no extremo da Ásia. Geralmente enfeitava-se o paraíso com as figuras de Adão e Eva.

Os livros de geografia e de viagens

Nos séculos XIII e XIV houve viajantes que se arriscavam a atravessar regiões onde não era costume circularem europeus. Integravam-se em caravanas e deslocavam-se para o Oriente, de uma maneira geral com o intuito de comerciar. Foi o caso de Marco Polo. Os relatos que depois faziam espicaçavam a curiosidade dos que tinham ficado calmamente em sua casa. E, para satisfazer a avidez de informações a respeito de terras longínquas e povos estranhos, procurava-se livros antigos. Estes, porém, ou faziam descrições muito limitadas ou se alongavam em descrições muito distorcidas. Assim, os homens do século XIV que se interessavam por essas coisas tinham a cabeça povoada de imagens magníficas, empolgantes, acerca de um mundo que não existia.
Nesta época recuperou-se a geografia de Pompónio Mela, do século I, que reunia ideias de autores anteriores como Heródoto e Estrabão. Dava indicações relativamente certas sobre a Península Ibérica, de onde ele próprio era natural, misturadas com outras "alegadas". Dizia, por exemplo, que o rio Nilo nascia numa zona fria do Sul e passava de um continente para outro através de um canal submarino.
Ptolomeu, o famoso astrónomo e geógrafo da Antiguidade, que tinha uma informação mais correcta acerca da Terra, era desconhecido nesta época. Só veio a ser recuperado pelos europeus no início do século XV. Outras fontes de informação foram os manuscritos de Solino, Santo Isidoro de Sevilha, Marciano Capella. No entanto as informações que continham e as que lhes foram acrescentadas eram bastante fantasiosas.

Os livros de maravilhas

Se os viajantes faziam relatos mais ou menos fiéis do que tinham visto, o mesmo não se pode dizer dos autores de livros de maravilhas! Estes deixavam a imaginação à solta e escreviam histórias contando viagens que ninguém tinha feito. Para descrever as terras imaginárias serviam-se de conhecimentos da época acerca de pessoas, coisas, plantas e animais, passagens de livros de geografia, e do produto da sua própria criatividade, o que dava origem a textos tão ricos, tão vivos e interessantes que os leitores não só acreditavam no que liam como gostavam de acreditar. Foi por isso que muitas ideias loucas tardaram a ser reconhecidas como tais. E mesmo
assim não morreram, pois encontraram o seu lugar nos contos maravilhosos para crianças. É o caso das montanhas brilhantes cheias de serpentes venenosas, das árvores que sangravam mel, das formigas que transportavam ouro, dos homens e mulheres com olhos no peito ou pés de cabra, das sereias, dos dragões, dos elefantes com inteligência humana, das árvores onde nasciam pássaros em vez de frutos, dos anões e gigantes.